Se pararmos para observar, tanto a ficção fantástica (aqui tratando de literatura) como a ficção científica, podem ser subdivididos em diversos outros gêneros, principalmente a ficção científica. Hoje iremos caracterizar de forma básica os dois subgêneros máximos da fantasia. Elas que geram muita dúvida, principalmente quanto à sua nomenclatura, estou falando da alta fantasia e baixa fantasia.
Alta e Baixa
A reação que percebemos nas pessoas que se deparam com essas palavras é no geral de estranheza. Alguns inclusive veem isso de uma forma ofensiva, como se Alta fantasia significasse uma obra de qualidade mais elevada. O que é um tremendo erro. Afinal, essa categorização trata somente das características existentes nas obras. Mas ainda é bom salientar que as características que definem os gêneros podem se diversificar segundo a mídia e os autores.
Alta fantasia
Uma das características mais marcantes é a estória contada ocorrer em outro mundo, um mundo secundário e pouco, ou nada, se relaciona diretamente com o nosso mundo. E quando há um contato com o nosso mundo (o primário) é através de uma porta, um transporte que leve as personagens de nosso mundo para o outro, onde a aventura efetivamente irá ocorrer. Ainda nesse sentido, as ações ocorridas no mundo secundário em nada afetam o primário (quando ele existe na obra) e vice-versa. Os mundos de alta fantasia têm, normalmente, suas próprias regras e leis que regem esses mundos.
Outras características marcantes da Alta Fantasia é a presença de temas épicos, magia e criaturas mágicas diversas. São normalmente histórias sérias e há uma visão clara de bem e mal que guiam a moral das personagens (embora obras mais recentes tragam mais complexidade nesse âmbito).
O exemplo mais óbvio de alta fantasia é a obra de J. R. R. Tolkien.
Baixa
A característica que principalmente diferencia os dois subgêneros é onde a estória toma lugar, ou seja, o mundo primário. Melhor dizendo, as obras de baixa literatura ocorrem em uma versão do nosso mundo, podendo se passar, ou não, em versões distópicas, utópicas. Elas podem também ocorrer em momentos históricos do passado ou do presente (onde já se separam outros gêneros como fantasia urbana e histórica).
Em suma, verificar o mundo onde a narrativa ocorre e suas relações (se houverem) com o mundo primário são a forma mais simples de identificar se uma obra se encaixa como Alta ou Baixa Fantasia. Vale ressaltar ainda que as definições têm muitas nuances e flutuações que, agora, não vem muito ao caso falar e futuramente faremos postagens completas sobre cada um desses subgêneros e outros, de forma mais detalhada.
Resolvi escrever essa postagem inicialmente para remover a ideia errônea que boa parte do público, em especial que não se importa tanto com essas nomenclaturas, têm de que os nomes dados aos subgêneros se relacionam com a qualidade.




